Sistema de Vigilância da Amazônia
A Amazônia brasileira possui uma vasta extensão territorial pouco habitada. Além da baixa densidade demográfica, a região possui pouca infra-estrutura em relação ao tamanho de seu território. Considerando-se que se trata de uma área de grande potencial de recursos naturais, recoberta com a maior mancha florestal do planeta, é natural que os militares consideram a Amazônia objeto de cobiça internacional, o que justifica os investimentos para reforçar seus sistemas de controle e vigilância.
Na prática a Amazônia serve de porta de entrada ao tráfico de drogas e a outros empreendimentos ilícitos como desmatamentos e garimpos ilegais. Coibir essas ações foi a principal justificativa do Estado brasileiro para desenvolver programas de reforço da vigilância da Amazônia. Está em andamento um vasto programa, o chamado Sistema de proteção da Amazônia (Sipam), que tem como um de seus componentes o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Os objetivos do Sipam são os seguintes:
- controle ambiental;
- desenvolvimento regional;
- vigilância;
- controle do tráfego aéreo;
- coordenação de emergências;
- monitoramento das condições meteorológicas;
- controle de ações de contrabando.
Amazônia
As Subregiões Nordestinas

As subregiões nordestinas
Os espaços geográficos são muito diversificados no Nordeste. A organização geográficas das atividades econômicas ajuda a compreender essas diferenças. Encontramos importantes centros industriais voltados para a produção de petróleo, aço e substâncias químicas ao longo da litoral, enquanto existem pequenas tecelagens domésticas espalhadas por cidades do interior da região nordestina.
A agricultura também exibe situações muito desiguais. Existem usinas canavieiras que empregam bóias frias, imensos latifúndios de criação de gado, modernas explorações irrigadas onde se cultivam frutas tropicais, e minifúndios familiares que produzem produtos para subsistência.
No interior semi-árido, muitas pessoas jamais viram uma grande cidade, usam jumentos como meio de transporte e de carga, vestem-se com roupas feitas de couro dos animais criados nas fazendas. Por outro lado, no litoral úmido e turístico, há metrópoles de milhões de habitantes, que apresentam problemas típicos das grandes cidades do Sudeste: favelização, poluição do ar, congestionamento de trânsito, etc.
A natureza e a história dividiram o Nordeste em sub-regiões, ou seja, áreas menores que possuem uma série de características comuns. São quatro as sub-regiões nordestinas: a Zona da Mata, o Agreste, o Sertão e o Meio Norte.
a) A zona da mata
É a faixa litorânea de planícies que se estende do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia. As chuvas são intensas e há duas estações bem definidas: o verão seco e o inverno chuvoso.
Na época colonial, instalou-se nesse área o empreendimento açucareiro escravista. As condições ecológicas são ideais para o cultivo da cana. Os solos, férteis e escuros, conhecidos como massapê, cobrem os vales dos rios, que ficaram conhecidos como "rios do açúcar". Vários desses rios são temporários, pois suas nascentes localizam-se no interior do semi-árido.
Essa subregião é a mais desenvolvida do Nordeste e as principais capitais nordestinas estão ai localizadas.
b) O Agreste
É uma faixa de transição entre a Zona da Mata e o Sertão nordestino. De largura aproximadamente igual a da Zona da Mata, corre paralelamente a ela, do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Embora, como no Sertão, predomine o clima semi-árido, as secas do Agreste raramente são tão duradouras e os índices pluviométricos são maiores que os registrados no Sertão.
Na verdade, grande parte do Agreste corresponde ao planalto da Borborema, voltada para o oceano Atlântico, recebe ventos carregados de umidade que, em contato com o ar mais frio, provocam chuvas de relevo. Na encosta oeste do planalto, as secas são freqüentes e a paisagem desolada do Sertão se torna dominante.
O Agreste desenvolve uma policultura que abastece a Zona da Mata de alimentos.
c) O Sertão
Mais de metade do complexo regional nordestino corresponde ao Sertão semi-árido. A caatinga, palavra de origem indígena que significa "mato branco", é a cobertura dominante e quase exclusiva na imensa área do Sertão.
A ocupação do Sertão, ainda na época colonial, se deu pela expansão das áreas de criação de gado. A pecuária extensiva representa, até hoje, a principal atividade das grandes propriedades do semi-árido.
- As cercas e a indústria da seca
As secas são fenômenos naturais, antigos e inevitáveis. Mas a natureza não é culpada pelos desastres que elas provocam. Esses desastres poderiam ser evitados se a economia e a sociedade do Sertão estivessem organizadas de outra forma.
A agricultura sertaneja está baseada no cultivo de alguns produtos alimentares - como o milho e o feijão - que não se adaptam bem à irregularidade das chuvas e aos duros solos ressecados.
A economia sertaneja está baseada nas grandes propriedades de criação de gado. Nesses latifúndios, vivem os trabalhadores rurais e sua famílias, recebendo um salário miserável para cuidar do gado e das plantações dos fazendeiros. Além disso, cultivam pequenas lavouras alimentares para o consumo familiar, em lotes de terra junto às suas casas.
As secas não atingem igualmente a todos. Nas grandes secas, os trabalhadores rurais perdem suas colheitas, mas o gado do fazendeiro geralmente consegue se salvar, consumindo a água armazenada nos açudes. Também o algodão seridó, principal produto das plantações comerciais dos latifúndios, resiste à seca.
Historicamente, as políticas dos governos federais e estaduais contribuíram para manter a desigualdade na distribuição da terra e dos recursos produtivos. Nunca se realizou uma reforma agrária para permitir aos camponeses o acesso a propriedades de dimensões adequadas. Nunca se estimulou a mudança da agricultura sertaneja, promovendo-se o plantio de produtos mais adaptados à irregularidade das chuvas. As políticas governamentais se limitaram a combater a falta de água.
As cestas de alimentos são distribuídas pelos políticos locais, pelos prefeitos e vereadores das cidades sertanejas. Em geral, esses políticos são parentes ou amigos dos fazendeiros. Muitas vezes, o próprio latifundiário, conhecido como o "coronel", exerce o cargo de prefeito. As cestas de alimentos transformam-se em votos nas eleições, garantindo a continuidade do poder da elite.
As frentes de trabalho empregam camponeses que perderam as suas safras. Por salários muito baixos, esses trabalhadores constróem açudes e abrem estradas. Os açudes servirão para manter vivo o gado dos latifúndios na próxima seca. As estradas ajudam a transportar os produtos comerciais das fazendas. A seca é um bom negócio para muitos latifundiários!
d) O Meio-norte
Abrange os estados do Piauí e o Maranhão. Do ponto de vista natural, é uma sub-região entre o Sertão semi-árido e a Amazônia equatorial.
Essa sub-região apresenta clima tropical, com chuvas intensas no verão. No sul do Piauí e do Maranhão, aparecem vastas extensões de cerrado. No interior do Piauí existem manchas de caatinga. No oeste do Maranhão, começa a floresta equatorial. Por isso, nem todo o Meio-Norte encontra-se no complexo regional nordestino: a parte oeste do Maranhão encontra-se na Amazônia.
OBS. A atividade pecuarista foi a responsável pela fundação de Teresina, a única capital estadual do Nordeste que não se localiza no litoral.
Velha Ordem Mundial

Pacto de Varsóvia
OTAN
Talvez no futuro as nossas aulas sejam assim.
França testa tecnologia que permite aulas interativas a partir de lousa digital
'Digital School Book' deixa lições sempre atualizadas na escola e em casa.
Projeto experimental está sendo testado em escola de Tourette Levens.
Estudantes franceses acompanham lição em uma lousa digital na escola René Cassin, em Tourette Levens, perto de Nice. A aula faz parte de um programa experimental chamado Digital School Book (Livro escolar digital, em português), no qual os alunos podem se conectar para revisar as lições on-line em casa, com conteúdo atualizado. (Foto: Eric Gaillard/Reuters)
Adolescentes acompanham aula de Geografia ensinada no quadro-negro digital, como parte de projeto experimental que permite estudo sempre atualizado tanto na escola como em casa. (Foto: Eric Gaillard/Reuters)
Um único país e muitas culturas
Balança Brasil
Araketu
Ah! Meu Brasil!
A cidade foi pro mar
Rio de Janeiro redentor
Braços abertos
Prá quem chegar
(Chegar!)
Eu vi o céu no azul
Dos olhos da menina
Peguei a estrada prá Vitória
Fui rever minha capixaba
(Capixaba!)...
Ah! Meu Brasil!
Salvador é logo ali
Bahia boa tem canoa
Mulher boa e a gente à tôa
(À tôa!)
Meu samba reggae
Arrasou lá no Sergipe
Em Alagoas, Pajuçara
Praia Olinda
Oh! Meu Nordeste!...
Ah! Meu Brasil!
Naquela noite em Pernambuco
Olinda, Olinda, Recife
Fazer amor na areia
De Boa Viagem
No céu, a tietagem
Em Itamaracá...
Ah! Meu Brasil!
Forrobodó na Paraíba
Meu Rio Grande, Natal
Fale arretado
Quadrilha prá todo lado
São João cai animado
No forró de lá...
Ah! Meu Brasil!
De noite é bom no Ceará
Mulher gostosa de lambar
Quem sabe a gente
Ainda se encontra
Por lá...
Agita Brasil!
Adoro te ver contente
Agita Brasil!
O sonho de tanta gente
Agita Brasil!
Sacode esse meu país
Prá gente ser feliz
(Feliz!)...
Agita meu Brasiiiil!
Ah! Meu Brasil!
São Luís do Maranhão
Cai no reggae de vez
Lá o Brasil foi prá Jamaica
(Jamaica!)...
No Piauí quase casei
Em Teresina
Tem a Jorgete, a Luzinete
A Bernadete, a Carolina
(Carolina!)...
Ah! Meu Brasil!
Chegando em Belém do Pará
Arrebentei no carimbó
No sirimbó e no merengue
(Merengue!)
No Amazonas, em Goiás
Em Mato Grosso
Fui bóia fria, fui caboclo
Vi a fauna, que colosso...
Ah! Meu Brasil!
São Paulo não é só garôa
Meu Rio Grande do Sul
Tem a bombaxa, o fandango
Tem a raça, chimarrão
Boa cachaça
Oh! Meu Paraná!...
Ah! Meu Brasil
De lá de Santa Catarina
Voei prá Minas Gerais
Mina calada
Por demais desconfiada
Mui amada
Minha doce namorada...
Ah! Meu Brasil!
Vou prá avenida com vocês
Do carnaval eu sou freguês
Acho que vou morar no Rio
De vez...
Agita Brasil!
Eu adoro te ver contente
Agita Brasil!
O sonho de tanta gente
Agita Brasil!
Sacode esse meu país
Prá gente ser feliz
(Feliz!)...
Agita Brasil!
Adoro te ver contente
Agita Brasil!
O sonho de tanta gente
Agita Brasil!
Sacode esse meu país
Prá gente ser feliz
(Feliz!)...
Vamos agitar! Vamos agitar!
Vamos agitar! Vamos agitar!
Agita! Agita meu!
Vamos agitar! Vamos agitar!
O meu Brasil! O seu Brasil!
Abaixo da linha de pobreza

O Resto Do Mundo
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
Eu me chamo de cheiroso como alguém me chamou
Mas pode me chamar do que quiser seu dotô
Eu num tenho nome
Eu num tenho identidade
Eu num tenho nem certeza se eu sou gente de verdade
Eu num tenho nada
Mas gostaria de ter
Aproveita seu dotô e dá um trocado pra eu comer...
Eu gostaria de ter um pingo de orgulho
Mas isso é impossível pra quem come o entulho
Misturado com os ratos e com as baratas
E com o papel higiênico usado
Nas latas de lixo
Eu vivo como um bicho ou pior que isso
Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou... Eu num sou ninguém
Eu tô com fome
Tenho que me alimentar
Eu posso num ter nome mas o estômago tá lá
Por isso eu tenho que ser cara-de-pau
Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal
Tenho que me rebaixar a esse ponto porque a necessidade é maior do que a moral
Eu sou sujo eu sou feio eu sou anti-social
Eu num posso aparecer na foto do cartão postal
Porque pro rico e pro turista eu sou poluição
Sei que sou um brasileiro
Mas eu não sou cidadão
Eu não tenho dignidade ou um teto pra morar
E o meu banheiro é a rua
E sem papel pra me limpar
Honra?
Não tenho
Eu já nasci sem ela
E o meu sonho é morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
A minha vida é um pesadelo e eu não consigo acordar
E eu não tenho perspectivas de sair do lugar
A minha sina é suportar viver abaixo do chão
E ser um resto solitário esquecido na multidão
Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém
Frustração
É o resumo do meu ser
Eu sou filho da miséria e o meu castigo é viver
Eu vejo gente nascendo com a vida ganha e eu não tenho uma chance
Deus! Me diga por quê?
Eu sei que a maioria do Brasil é pobre
Mas eu num chego a ser pobre eu sou podre!
Um fracassado
Mas não fui eu que fracassei
Porque eu num pude tentar
Então que culpa eu terei
Quando eu me revoltar quebrar queimar matar
Não tenho nada a perder
Meu dia vai chegar
Será que vai chagar?
Mas por enquanto
Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém
Eu num sou registrado
Eu num sou batizado
Eu num sou civilizado
Eu num sou filho do Senhor
Eu num sou computado
Eu num sou consultado
Eu num sou vacinado
Contribuinte eu num sou
Eu num sou comemorado
Eu num sou considerado
Eu num sou empregado
Eu num sou consumidor
Eu num sou amado
Eu num sou respeitado
Eu num sou perdoado
E também sou pecador
Eu num sou representado por ninguém
Eu num sou apresentado pra ninguém
Eu num sou convidado de ninguém
E eu num posso ser visitado por ninguém
Além da minha triste sobrevivência eu tento entender a razão da minha existência
Por quê que eu nasci?
Por quê tô aqui?
Um penetra no inferno sem lugar pra fugir
Vivo na solidão mas não tenho privacidade
E não conheço a sensação de ter um lar de verdade
Eu sei que eu não tenho ninguém pra dividir o barraco comigo
Mas eu queria morar numa favela amigo
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela.
Discurso de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador
"O Grande Ditador" é um dos famosos clássicos do cinema. Realizado por Charles Chaplin o filme satiriza o regime ditatorial dos nazistas, na Alemanha, bem como, o fascismo de Mussolini. O roteiro foi elaborado em 1939, enquanto a Alemanha invadia a Polônia e dava início à 2ª Guerra Mundial. Através desse filme, o grande cineasta conclama o mundo a reagir ao totalitarismo, num momento em que parte dos EUA pregava a neutralidade. "O Grande Ditador" apresenta inúmeras cenas antológicas, como aquela em que Chaplin brinca com um imenso globo terrestre e chora como uma criança quando este estoura. No Brasil, o filme foi censurado pelo Governo de Getúlio Vargas, por considerá-lo 'comunista' e 'desmoralizador' das Forças Armadas. oralizador' das Forças Armadas.





